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Regulação: Tesouro dos EUA Sanciona Exchanges Cripto por Lavagem para o Irã

Por Redação VerticeCripto
5 min de leitura
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Ilustração editorial sobre regulação: Regulação: Tesouro dos EUA Sanciona Exchanges Cripto por Lavagem para o Irã

Regulação Global: Tesouro dos EUA Sanciona Exchanges Cripto por Lavagem para o Irã

O Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), impôs sanções a duas exchanges de criptomoedas, Shelbit Exchange e Aban Tether, no dia 7 de agosto. As plataformas são acusadas de movimentar milhões de dólares em ativos digitais para as Forças Armadas iranianas e outras entidades já sob sanção. Esta ação faz parte da campanha "Economic Fury", que visa desmantelar as redes financeiras ilícitas do regime iraniano.

A medida visa cortar o acesso do Irã ao sistema financeiro global, destacando a crescente preocupação com o uso de criptomoedas em atividades de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a dependência do regime iraniano em ativos digitais e redes bancárias paralelas é uma prova da eficácia da campanha. A ação simultânea também atingiu a rede bancária tradicional paralela do Irã.

Contexto e Detalhes das Sanções

A Shelbit Exchange, operada por Siavash Kayvanpour, um cidadão iraniano com cidadania dominicana e afegã, foi identificada como o centro de uma rede multi-países. Kayvanpour conduzia suas operações a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Geórgia, por meio de sua empresa georgiana SHPS Shelbit. O Tesouro dos EUA detalha que carteiras digitais ligadas às Forças Armadas iranianas enviaram mais de US$ 1 milhão em criptoativos para a Shelbit.

Em contrapartida, a Shelbit remeteu mais de US$ 2 milhões para carteiras iranianas e outros US$ 2 milhões para a Nobitex, uma exchange iraniana já sancionada por financiamento ao terrorismo. A Shelbit também é acusada de lavar dezenas de milhões de dólares provenientes de uma rede de jogos de azar online em língua persa. Apesar de ações de fiscalização da Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais (VARA) dos Emirados Árabes Unidos em janeiro de 2025 e julho de 2026, a exchange continuou operando.

Outras entidades ligadas a Kayvanpour, como Shelbit Technologies (Polônia), Crypto Home e NFT Home DMCC (Emirados Árabes Unidos), também foram designadas. A segunda exchange sancionada, Aban Tether, processou milhões em transações com plataformas iranianas previamente designadas, incluindo Nobitex, Wallex, Bitpin e Ramzinex. Ambas as designações foram feitas sob autoridades que visam o setor financeiro do Irã e seu apoio ao terrorismo.

A inclusão dessas entidades na Lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do governo dos EUA significa que elas são cortadas do sistema financeiro americano. Quaisquer propriedades que toquem os EUA são congeladas, e empresas estrangeiras que continuarem a negociar com elas correm o risco de sanções secundárias. O Departamento de Estado, por meio do programa Rewards for Justice, oferece até US$ 15 milhões por informações que ajudem a desmantelar os mecanismos financeiros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército iraniano. Esta é uma parte de um esforço contínuo contra a dependência do Irã em criptoativos, com o governo dos EUA tendo congelado US$ 131 milhões em criptoativos ligados ao Irã em maio e apreendido aproximadamente US$ 1 bilhão desde o início da campanha.

Impacto no Cenário Brasileiro de Criptoativos

As sanções impostas pelo Tesouro dos EUA reforçam a crescente atenção global sobre a regulação de criptomoedas e o combate a atividades ilícitas. Para o Brasil, este cenário sublinha a importância da Lei 14.478/2022, o Marco Legal dos Criptoativos, que estabeleceu diretrizes para o setor. A legislação brasileira busca trazer mais segurança jurídica e coibir práticas como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhando-se aos esforços internacionais.

As exchanges de criptoativos que operam no Brasil, como Mercado Bitcoin e Foxbit, já seguem rigorosos protocolos de Conheça Seu Cliente (KYC) e Antilavagem de Dinheiro (AML), em conformidade com as exigências do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Receita Federal, por meio da Instrução Normativa 1.888, exige a declaração de operações com criptoativos, visando maior transparência e controle fiscal. Este arcabouço regulatório local é fundamental para mitigar riscos de que plataformas operando no país sejam utilizadas para fins ilícitos, como os observados no caso iraniano.

Ainda que o mercado brasileiro de blockchain e criptoativos esteja em fase de amadurecimento regulatório, a vigilância sobre o uso de tokens e a transparência das transações é uma prioridade. Ações como as do Tesouro dos EUA servem como um lembrete constante da necessidade de conformidade e da responsabilidade das empresas do setor. Investidores brasileiros devem estar cientes de que a regulação global impacta indiretamente a percepção e a segurança do mercado local, incentivando a escolha de plataformas que operam dentro das normas estabelecidas.

Próximos Passos e Observações no Mercado Global

A continuidade da campanha "Economic Fury" do Tesouro dos EUA indica que a pressão sobre redes financeiras ilícitas que utilizam criptoativos deve prosseguir. Observar a reação de outros países e reguladores será crucial, especialmente em jurisdições que ainda carecem de uma regulação robusta para o setor. A cooperação internacional no combate à lavagem de dinheiro via blockchain será um fator determinante para a eficácia dessas medidas.

Para o mercado de criptomoedas, a ênfase na conformidade e nos controles AML se intensificará, impactando a forma como exchanges e projetos de DeFi operam globalmente. Embora o Bitcoin e o Ethereum (que, no momento da publicação, são negociados a US$ 64.928,00 e US$ 1.919,67, respectivamente, com o mercado cripto total em US$ 2,297 trilhões) demonstrem resiliência, a volatilidade é uma característica inerente. O Índice de Medo e Ganância Cripto, atualmente em 30 (Medo), reflete a cautela dos investidores.

A decisão de investimento cabe a cada indivíduo após própria análise. Investidores devem fazer sua própria pesquisa (DYOR) e considerar o cenário regulatório em constante evolução. A transparência e a segurança continuarão sendo pilares para a adoção e a legitimação do mercado de ativos digitais em escala global.

Aviso: Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento financeiro. Sempre faça sua própria pesquisa antes de investir em criptomoedas.

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