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Gigantes Tech Miram Cripto: Apple e Google Buscam Talentos em Stablecoins e DeFi

Por Redação VerticeCripto
5 min de leitura
DeFi
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Ilustração editorial sobre defi: Gigantes Tech Miram Cripto: Apple e Google Buscam Talentos em Stablecoins e DeFi

Apple e Google estão intensificando sua busca por profissionais com expertise em criptomoedas, focando em stablecoins e tecnologia blockchain. As listagens de vagas de emprego das empresas revelam um movimento estratégico para integrar ativos digitais em seus ecossistemas de pagamento e serviços de nuvem. Este passo sinaliza uma possível expansão das operações das gigantes de tecnologia no crescente setor de finanças descentralizadas (DeFi).

A movimentação ocorre em um cenário onde empresas financeiras tradicionais já exploram o uso de ativos tokenizados. A busca por especialistas em stablecoins e infraestrutura blockchain por parte de players como Apple e Google pode redefinir a forma como consumidores e instituições interagem com o universo cripto, especialmente no que tange a pagamentos e serviços financeiros digitais.

Contexto e Detalhes da Expansão Cripto

A Apple, por exemplo, busca um estrategista para o Apple Pay em Nova York, com conhecimento em stablecoins, depósitos tokenizados e tecnologia blockchain como qualificações preferenciais. A função visa moldar os produtos do Apple Pay, que abrangem o Apple Card, Apple Cash, transferências peer-to-peer (P2P) e outros produtos financeiros de consumo. O profissional será responsável por avaliar novas estruturas de produtos, modelos comerciais, parcerias e oportunidades de crescimento na organização de Carteiras, Pagamentos e Comércio da Apple.

A empresa busca um pensador estratégico capaz de combinar rigor analítico com forte senso de negócios, formulando recomendações claras e impulsionando projetos em um ambiente colaborativo e dinâmico. Embora a listagem não anuncie diretamente a adição de stablecoins ao Apple Pay, a menção explícita dessas tecnologias indica um interesse em explorar seu potencial. Stablecoins, como USDT da Tether e USDC da Circle, são tokens baseados em blockchain projetados para manter paridade com moedas fiduciárias, como o dólar americano.

Paralelamente, o Google está recrutando um Arquiteto Principal da Indústria para Web3 em Hong Kong, focado em clientes do Google Cloud. Este profissional atuará como conselheiro para fundações blockchain, exchanges institucionais, custodiantes de ativos digitais, instituições financeiras que tokenizam ativos do mundo real e desenvolvedores de aplicações descentralizadas (dApps). O objetivo é identificar pontos de atrito arquitetônicos comuns na indústria, criar arquiteturas de referência reutilizáveis e posicionar o Google Cloud como a plataforma de escolha para construtores Web3 e adotantes institucionais.

Os candidatos para a vaga do Google precisam ter familiaridade com trilhos de pagamento de stablecoins, depósitos tokenizados, sistemas de custódia, validadores blockchain, sistemas de conhecimento zero e contratos inteligentes. A função também abrange segurança e conformidade com as regras regionais de ativos virtuais, incluindo requisitos da Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) e da Comissão de Valores Mobiliários e Futuros (SFC). O Google já opera infraestrutura blockchain e delineou planos para o Google Cloud Universal Ledger, uma rede de camada 1 para pagamentos atacadistas e tokenização de ativos. A empresa também foi listada como apoiadora do projeto de stablecoin Open USD, ao lado de nomes como Coinbase, Visa, Mastercard, Stripe, BlackRock e Shopify, demonstrando seu engajamento prévio com o espaço DeFi.

Outras empresas de pagamento e tecnologia já estão utilizando stablecoins para liquidação e pagamentos. A Visa, por exemplo, informou que seu volume de liquidação de stablecoins ultrapassou uma taxa anualizada de US$ 20 bilhões. A Mastercard também expandiu o suporte para liquidação com stablecoins, incluindo USDC e RLUSD da Ripple.

Impacto no Brasil

A entrada mais robusta de gigantes como Apple e Google no universo das criptomoedas e stablecoins tem potencial para reverberar significativamente no mercado brasileiro. Com a crescente adoção de ativos digitais no país, a integração de stablecoins em plataformas de pagamento amplamente utilizadas, como o Apple Pay, poderia simplificar transações e reduzir barreiras para novos usuários. Isso impulsionaria a familiaridade do público com o conceito de moeda digital e as finanças descentralizadas (DeFi).

No Brasil, o cenário regulatório para criptomoedas tem avançado, com a Lei 14.478/2022 estabelecendo o marco legal para o setor. Órgãos como o Banco Central do Brasil (BCB) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão trabalhando na regulamentação específica para provedores de serviços de ativos virtuais. A eventual oferta de serviços com stablecoins por Apple e Google no país exigiria alinhamento com essas diretrizes, o que poderia acelerar o desenvolvimento de um ambiente mais claro e seguro para o uso de criptoativos.

A Receita Federal, por meio da Instrução Normativa 1.888, já exige a declaração de operações com criptomoedas. Se stablecoins se tornarem uma forma comum de pagamento via Apple Pay ou Google Wallet, a necessidade de educação fiscal para o investidor brasileiro se tornará ainda mais premente. A transparência e a conformidade seriam cruciais para a aceitação e o sucesso dessas iniciativas no mercado local, que já demonstra um apetite considerável por inovações em DeFi e tecnologia blockchain.

Próximos Passos / O que Observar

Os movimentos de Apple e Google indicam uma tendência clara de que as grandes empresas de tecnologia estão se posicionando para um futuro onde os ativos digitais desempenham um papel central. Observar os próximos anúncios de produtos ou parcerias dessas companhias será crucial para entender a profundidade de seu engajamento com stablecoins e a tecnologia blockchain. A evolução dessas iniciativas pode influenciar diretamente a forma como pagamentos e serviços financeiros são oferecidos globalmente.

A comunidade cripto e os investidores devem acompanhar de perto como essas gigantes tecnológicas navegam pelo complexo cenário regulatório de diferentes jurisdições, incluindo o Brasil. A capacidade de integrar essas novas tecnologias de forma segura e em conformidade com as leis será um fator determinante para o sucesso. O mercado de criptomoedas, conhecido por sua volatilidade, pode ver novas dinâmicas à medida que mais players institucionais e corporativos entram no espaço, solidificando a relevância da DeFi e dos ativos digitais. A decisão de investimento cabe a cada indivíduo após própria análise.

Aviso: Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento financeiro. Sempre faça sua própria pesquisa antes de investir em criptomoedas.

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