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Bitcoin: Market Makers Lucram com Alta Usando Estratégia Neutra

Por Redação VerticeCripto
5 min de leitura
Ethereum
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Ilustração editorial sobre ethereum: Bitcoin: Market Makers Lucram com Alta Usando Estratégia Neutra

Market Makers Capitalizam a Alta do Bitcoin com Estratégias Neutras

Grandes firmas de negociação de criptomoedas, como Abraxas Capital, Fasanara Capital e Wintermute, estão gerando centenas de milhões de dólares em rendimento. Elas utilizam uma estratégia de mercado neutra conhecida como cash-and-carry ou basis trade. Este movimento ocorre em meio à recente valorização do Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), que impulsionou as taxas de financiamento dos futuros perpétuos.

A abordagem permite que essas empresas lucrem com as taxas de financiamento positivas, que são pagas por posições compradas (long) para posições vendidas (short) em mercados em alta. Assim, elas evitam a exposição direta à volatilidade dos preços. Dados on-chain revelam que essas firmas detêm posições vendidas significativas em plataformas como a Hyperliquid, enquanto movem grandes volumes de criptoativos de exchanges centralizadas.

Contexto e Detalhes da Estratégia

A estratégia de cash-and-carry é fundamental para a operação desses market makers. Ela envolve a compra de um ativo no mercado spot (à vista) e, simultaneamente, a venda de um contrato futuro equivalente. Essa combinação neutraliza o risco de preço, pois qualquer variação no valor do ativo spot é compensada pela posição futura. O lucro advém da taxa de financiamento (funding rate), um pagamento periódico entre traders de futuros perpétuos.

Quando o mercado está otimista, como agora, as taxas de financiamento tornam-se positivas. Isso significa que os detentores de posições compradas pagam aos detentores de posições vendidas. Para os market makers, que mantêm posições vendidas para equilibrar suas compras spot, essa taxa representa um rendimento constante. A taxa média de financiamento perpétuo do Bitcoin, por exemplo, atingiu 6,7% anualizado em 24 de agosto, com a média de 7 dias chegando a 8,7%, conforme dados da Aegis.

Dados da Lookonchain indicam que as três firmas mencionadas detêm posições vendidas de 138.569 ETH (equivalente a aproximadamente US$ 338 milhões) e 3.425 BTC (cerca de US$ 265 milhões) na Hyperliquid. A Abraxas Capital, por sua vez, retirou 73.872 ETH (aproximadamente US$ 173 milhões) da Binance em apenas quatro dias, segundo a Arkham Intelligence. Essa movimentação de ativos de exchanges centralizadas para carteiras próprias é comum para gerenciar grandes volumes e otimizar a execução de estratégias.

A valorização do Bitcoin, que atualmente é negociado a US$ 78.193,00 e registrou alta de 22,40% nos últimos 30 dias, reativou a atratividade do basis trade. Nos meses anteriores, as taxas de financiamento estiveram comprimidas ou negativas, tornando a estratégia menos lucrativa. O volume de interesse aberto em futuros de Bitcoin na CME, uma bolsa regulada, também subiu de cerca de 87.000 BTC para 122.000 BTC, conforme a Glassnode, indicando maior participação institucional.

Impacto no Brasil

A dinâmica do basis trade e a capitalização de market makers no cenário global de criptomoedas têm implicações para o mercado brasileiro. Embora a estratégia em si seja complexa e geralmente executada por grandes instituições, a valorização do Bitcoin e Ethereum impacta diretamente os investidores locais. O Bitcoin, por exemplo, valorizou 22,40% nos últimos 30 dias, negociado a US$ 78.193,00 no momento da publicação, o que se reflete na paridade BTC/BRL nas exchanges nacionais.

Para o investidor brasileiro, o aumento da liquidez e do interesse institucional global pode trazer maior estabilidade e volume para as exchanges locais, como Mercado Bitcoin, Foxbit e NovaDAX. A Receita Federal, através da Instrução Normativa 1.888, exige a declaração de operações com criptoativos, e ganhos de capital acima de R$ 35 mil mensais são tributados. A valorização acentuada pode levar mais investidores a se enquadrarem nesses limites, exigindo atenção à conformidade fiscal.

A regulamentação brasileira, com o Marco Legal das Criptomoedas (Lei 14.478/2022), busca trazer mais segurança jurídica ao setor. O Banco Central do Brasil (BCB) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão trabalhando na implementação das regras. Um mercado global mais maduro, com estratégias sofisticadas como o cash-and-carry, pode influenciar a forma como os reguladores brasileiros enxergam e moldam o ambiente para fundos e instituições locais que desejam operar com criptoativos de forma mais estruturada.

Próximos Passos e O Que Observar

O retorno das taxas de financiamento positivas e a reativação do basis trade sinalizam um ambiente de mercado mais aquecido para o Bitcoin e outras criptomoedas. É crucial observar a sustentabilidade dessas taxas. Se o ímpeto de alta do mercado diminuir ou as taxas de financiamento voltarem a cair, a lucratividade dessa estratégia pode ser comprometida. A volatilidade inerente aos ativos digitais continua sendo um fator.

A crescente participação institucional, evidenciada pelo aumento do interesse aberto em futuros da CME e pela mudança de posição de hedge funds para net long, sugere uma confiança renovada no potencial de valorização. No entanto, alguns traders alertam para a fragilidade do movimento, com o acúmulo de posições compradas alavancadas podendo levar a liquidações abruptas caso o mercado perca força. A decisão de investimento cabe a cada indivíduo após própria análise.

Aviso: Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento financeiro. Sempre faça sua própria pesquisa antes de investir em criptomoedas.

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